terça-feira, 29 de abril de 2014

Precaução por contato

    Essa precaução deve ser tomada com pacientes suspeitos ou confirmados de ter doença facilmente transmitida por contato direto ou indireto com o paciente. É imprescindível usar luvas e avental ao contato com o paciente. Preferencialmente em quarto privativo. 
  •  Herpes simples mucocutâneo severo;
  •  Herpes simples em neonatos em contato com doença materna - para recém-nascidos de parto vaginal ou cesárea, se a mãe tiver lesão ativa e bolsa rota por mais que 4 a 6 horas; 
  •  Abscessos não contidos; 
  •  Diarreia;
  •  Rubéola congênita - até um ano de idade;
  •  Difteria cutânea; 
  •  Febre hemorrágica viral (Ebola);  
  •  Infecções entéricas por Shigella sp., rotavirus e hepatite A, Clostridium difficile;
  •  Infecção por vírus sincicial respiratório em lactentes, pré-escolares e adultos imunocomprometidos; 
  •  Micro-organismos multirresistentes - de acordo com as definições da CCIH;
  •  Pacientes aguardando resultado de cultura de vigilância -devem ficar em precauções empíricas, por contato, podendo, neste ínterim, ficar em quarto coletivo, com identificação das medidas.

Quais agravos e doenças devo notificar?

  • Dengue
  • Coqueluche
  • H1N1
  •  Sepse

Notificação Compulsória

Precaução com doenças, agravos e problemas de saúde pública de notificação compulsória

  • O que é notificação compulsória?
        A notificação compulsória consiste na comunicação de uma doença, agravo ou evento de saúde pública, sendo obrigatório a notificação das mesmas  constantes na Portarianº 104, de 25 de janeiro de 2011 do Ministério da Saúde, ANEXO I.
       Devem ser notificados casos individuais, agrupados e surtos, confirmados ou suspeitos às autoridades sanitárias, obrigatóriamente feita pelo profissional da saúde e por qualquer cidadão. 

  • Como notificar a Vigilância do Município?
       A notificação pode ser feita a Vigilância Epidemiológica do seu Município. Em Campinas temos a Vigilância Epidemiológica de Campinas, uma das ações da Vigilância em Saúde. A notificação pode ser feita:
  1. Pelo telefone (19) 2116-0277 de Segunda à Sexta-feira das 8 às 17 horas
  2. Telefone de plantão 24 horas: (19) 99529-6722
  3. E-mail: devisa.ve@campinas.sp.gov.br
  4. Endereço: Avenida Anchieta, 200 – 11º andar – Paço Municipal CEP 13015-906

Busque a Vigilância Epidemiológica do seu Município e notifique!

Dengue

Material utilizado disponível para download grátis em pdf: 
Dengue, Diagnóstico e Manejo Clínico 
  • Como se dá a transmissão da dengue?
             “A transmissão se faz pela picada dos mosquitos Ae. aegypti, no ciclo ser humano – Ae. aegypti – ser humano. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem por intermédio de fontes de água ou alimento.” – Guia de Vigilância Epidemiológica

  • Como realizo o diagnóstico?
             Todo caso suspeito de dengue, o profissional deve observar e examinar se há presença de febre com duração de até sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos sintomas abaixo:
·         Cefaléia
·         Dor retroorbitária
·         Mialgias
·         Artralgias
·         Prostração ou exantema associados ou não a hemorragias.

            Lembrar-se de questionar o indivíduo se nos últimos 15 dias esteve em área de transmissão da dengue ou a presença do vetor. É importante ficar atento aos sinais de alarme na dengue:
  • ·         dor abdominal intensa e contínua;
  • ·         vômitos persistentes;
  • ·         hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • ·         hepatomegalia dolorosa;
  • ·         hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena);
  • ·         sonolância e/ou irritabilidade;
  • ·         diminuição da diurese;
  • ·         diminuição repentina da temperatura corpórea ou
  • ·         hipotermia;
  • ·         aumento repentino do hematócrito;
  • ·         queda abrupta de plaquetas;
  • ·         desconforto respiratório.
E aos sinais de choque:
  • ·         hipotensão arterial;
  • ·         pressão arterial convergente (PA diferencial < 20mmHg);
  • ·         extremidades frias, cianose;
  • ·         pulso rápido e fino;
  • ·         enchimento capilar lento (> 2 segundos).